Conheça o nosso compromisso para ajudar as mulheres a abrir o próprio negócio e ocupar cargos de liderança nas empresas.

O empreendedorismo feminino caminha a passos largos, muda a cara do mercado e promete avançar ainda mais nos próximos anos. Afinal, lugar de mulher também é nos negócios, e elas estão provando que entendem de gestão e resultados.

Hoje, já existem 24 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil, segundo a pesquisa Empreendedorismo Feminino no Brasil, publicada em 2019 pelo Sebrae em parceria com o GEM (Global Entrepreneurship Monitor). Em sua maioria, elas assumem a missão de empreender sozinhas: 81% não têm sócios e apenas 19% possuem um ou mais sócios.

Por que é fundamental estimular o empreendedorismo feminino?

Fomentar o empreendedorismo feminino é fundamental para que as mulheres possam aumentar seus rendimentos, gerar empregos, ter sustentabilidade no mercado e, sobretudo, ser independentes e protagonistas de suas vidas.

Nos últimos dois anos, a proporção de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” passou de 38% para 45%. Com o avanço, a atividade empreendedora passou a conferir às donas de negócio a principal posição em casa, superando o percentual de mulheres na condição de cônjuge (situação verificada quando a principal renda familiar provém do marido).

As análises feitas pelo Sebrae mostram que as mulheres empreendedoras são mais jovens e têm um nível de escolaridade 16% superior ao dos homens. Entretanto, elas continuam ganhando 22% menos que os empresários, uma situação que vem se repetindo desde 2015, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, os donos de negócio do sexo masculino tiveram um rendimento mensal médio de R$ 2.344, enquanto que o rendimento das mulheres ficou em R$ 1.831.

O público feminino aposta na criação de um negócio como alternativa para complementar a renda e até mesmo como única receita dentro de casa. Isso já representa as vitórias conquistadas pelas mulheres ao redor do mundo, conheça 3 mulheres brasileiras que são Donas de Negócios e ajudaram a economia brasileira movimentando mais de R$ 830 mi em 2019.

Imagem: Pexels.com

Renata Marcolino – Mil e Uma Sapatilhas

Com dívidas acumuladas, a fonoaudióloga Renata Marcolino precisou recorrer a outra alternativa de renda com o propósito de auxiliar o marido em um momento de dificuldade financeira.

Então a funcionária pública decidiu apostar no comércio de sapatilhas populares para saldar a dívida da família. A criação do negócio começou com as revendas dos calçados dentro do porta-malas do carro da fonoaudióloga, que usava o veículo para ir até as casas de suas clientes.

Da ideia de levar os calçados até suas clientes, nasceu a Mil e Uma Sapatilhas, que já vendeu mais de dois milhões de sapatilhas e se tornou o primeiro negócio com foco no público emergente com produtos licenciados Disney. Com mais de 140 unidades abertas, a marca faturou R$ 60 milhões em 2019 com a comercialização de sapatilhas.

Poliana Ferraz – Super Estágios

Para Poliana Ferraz, a insatisfação que teve como estagiária fez com que ela criasse uma das maiores redes de franquias de estágios do Brasil.  Quando era estudante de direito, ao participar de diversos programas de estágio, sempre se sentia frustrada, pois não realizava as atividades que tinham realmente a ver com sua área. Em seu dia a dia, a limitavam com atividades mais similares ao trabalho de uma secretária, como servir café, atender o telefone e tirar xerox.

A situação mudou em 2008, quando a jovem estudou a Lei 11788, conhecida como a “lei do estágio”, e que descrevia os direitos e deveres dos estagiários. Encontrando uma oportunidade de negócio com a sanção da lei, em 2009, Poliana criou a Super Estágios, empresa que direciona estudantes para programas de estágios e realiza a gestão dos mesmos do primeiro ao último, garantindo que a experiência seja satisfatória tanto para o estagiário quanto também para a empresa em que ele trabalha.

Em 2014, a empresa entrou para o franchising, tornando-se a primeira rede de franquias de estágios homologada pela ABF. Hoje, com 36 unidades em operação, a rede foi responsável pela inserção de mais de um milhão de estudantes no mercado de trabalho e em 2019 faturou R$ 37 milhões

Thais Mezadri e Daniela Fogaça – Sigbol Fashion

Com a mãe internada, e numa nova sociedade com a melhor amiga da matriarca, Thais assumiu a escola de moda e dobrou o faturamento. Para Thais Mezadri, não tem como falar de Sigbol Fashion sem falar de dois amores: a moda e a mãe. Desde pequena Thais tinha o sonho de ser estilista. Aos 16 anos, apoiada pela mãe, iniciou o curso de Desenho de Moda na Sigbol. Após concluir o curso, entrou na faculdade de Negócios de Moda e atuou por alguns anos na área.

Em 2014, a mãe de Thais ficou desempregada e decidiu investir em uma franquia. A Sigbol foi a escolha das duas, enquanto a estilista dava aulas a mãe ficava na administração. Mas em 2018, a mãe de Thais descobriu uma leucemia e pensou em vender a unidade. Thais decidiu assumir a direção da escola enquanto a mãe fazia o tratamento. Com a ajuda de Daniela Fogaça, amiga da família e também apaixonada por moda, elas tocaram o negócio o ano inteiro, até a recuperação da mãe dela.

No inicio de 2019, Thais comprou a unidade da mãe e com a sócia Daniela implantaram estratégias de otimização de espaço e marketing. Em um ano, o faturamento da loja dobrou. De 85 alunos, no inicio de 2019, Thais começou este ano com 110 alunos. Aluna, professora e gestora, hoje Thais usa o conhecimento que obteve nas três áreas para gerir a escola que fatura cerca de R$38 mil por mês.

O movimento tem provocado transformações no mercado de trabalho, oxigenando as ideias e agregando em diversidade.

Além disso, tem contribuído para o empoderamento das mulheres, abrindo caminhos para que se tornem líderes não apenas de equipes, como também de sua própria trajetória profissional e pessoal.

Personalidades como Camila Farani e Luiza Helena Trajano colocam o Brasil entre os celeiros mundiais de empreendedoras de sucesso, inspirando mais mulheres a assumir posições de destaque no mundo dos negócios. Estimular o empreendedorismo feminino é necessário porque a presença das mulheres em cargos de liderança resulta em melhorias na sociedade, economia e nas empresas.

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